terça-feira, 12 de agosto de 2008

Volta Menino Ranhento, por favor!

Felicidade de pobre dura pouco, e de Alê então? Passa como um raio veloz!

Iria voltar do Brasil, pra Dallas, num vôo tranquilo, vazio. Já me imaginava utilizando os 3 bancos do centro do avião, como cama única. Mas não! Esse vôo corria o risco de não sair e fui movido pra um vôo 2 horas mais cedo. E mais uma vez parecia uma Jabiraca, um Pau-de-Arara. Ao chegar no meu assento me deparo com uma menininha de uns 4 anos, loirinha, chegou até parecer educadinha. Mas quando viu que eu ia sentar ali, falou pra mãe: saco, agora não conseguirei dormir deitada. Eu só respondi: eu também não. E quem disse que ela não fez isso? Já na primeira hora de vôo, deitou no colo da mãe, recolhida entre o banco dela e no da mãe. Vocês não imaginam o que é viajar 10 horas sofrendo com os coices dessa mulinha bonitinha. Eu tentava pegar no sono e acordava achando que minhas costelas iriam explodir. Era ela esticando as pernas, jogando seus pés contra meu baço. Eu tentava pegar no sono mais uma vez e acordava com um chute no nariz. Outra vez tentava pegar no sono e recebia um direto de um calcanhar no queixo. Mais uma vez, e a certeza de ter quebrado umas 3 costelas. Joelho, pernas e agora as costelas podres. O ônibus da gaviões fez juz novamente. Volta Menino Ranhento!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Menino Ranhento!

Viajar pro Brasil sempre é uma questão de muita alegria. Mas de irritação e com a paciência beirando ao precipício. Odeio como se tarda o esquema arrumar malas – sair de casa – aeroporto – check-in – sala de embarque – embarque por grupos (o meu sempre é o último) - fila pra entrar no avião – gente lerda colocando as malas no bagageiro – instruções pelos comissários – taxiar – levantar vôo – ficar 10 horas voando – aterrisar – aguardar os mesmos lerdos sairem do avião – esperar a mala (a minha sempre é a última) - alfândega. Isso tudo é um processo que chega a levar um total de 15 horas! É lógico que é compensador, chegar, curtir a família, amigos, meu samba, meu axé, mas tudo tem seus contras.

Tenho quase 1.90 metros de altura. Portanto não sou uma pessoa pequena não. É impressionante como os assentos dos aviões não foram realmente feitos para gordos e altos. São 10 horas de vôo se espremendo entre sua poltrona e a da frente. E aguentando o que está sentando atrás toda hora dar joelhadas no meu banco. Raramente consigo dormir nesses vôos. No máximo uma pestaninha de 1 hora... Sento na cadeira que dá acesso ao corredor, pra poder esticar as pernas pra fora. Logicamente no que eu ganho de um pouco mais de espaços, ganho também em nego pisando no meu pé, em comissária me atropelando com o carrinho de comidas. O avião que pego pra ir e voltar do Brasil é pequeno. Só pra você ter idéia de como é: cada fileira tem 7 assentos. 2 na parte esquerda, 3 no centro e 2 na parte direita.Tento sempre sentar nos assentos do centro, que beiram o corredor, porque a probabilidade de um infeliz sentar exatamente na cadeira do meio, preso, sem liberdade pra nada, é menor. Sendo assim poderia esticar meus pés tanto pro corredor, quando há espaço vago na cadeira central. Isso quando o avião não parece um ônibus da gaviões da fiel.

E indo ao Brasil hoje, final de férias escolares, imagina se tinha espaço pra uma mosca gringa tentar a sorte ilegalmente no país do tio Lula? Lotadíssimo e eu poderia jurar que tinha gente na área das malas e dormindo nos banheiros. Mas até aí tudo bem. O duro é quando senta um bicho estranho ao seu lado. Sabe aqueles meninos gordinhos, cheio de espinhas, óculos fundo de garrafa e que aposto que quando ri sai um ranhentinho e ele puxa de volta pra napa e ainda faz um ahhhhh (como em propaganda da pasta de dente Kolynos). Ele provavelmente voltava de férias na Disney. Primeira vez de EUA. Envolto na tecnologia que esse país nos proporciona a preço mais em conta.

Tive a sorte de sentar ao lado de uma pessoa, que passou 10 horas, inquieto, mexendo no novo ipod, fuçando no novo relógio, esbarrando seu braço em mim, girando o fone de ouvido nos dedos, debruçando o cabeção pra ver o filme que eu estava vendo no laptop, ficar com cara de criança pilantra de “fiz cocô” quando viu que eu estava vendo uma cena forte de Jogos Mortais IV, espichando o pescoço pra ver o filme que um cara via no banco da frente... Eu já sou inquieto num avião... É impressionante como é horrível o espaço e minhas costas vão pro limbo, preciso sempre levantar e dar uma volta, pra ver que ainda consigo andar, apesar das dores nas pernas, nas costas, nos ombros, no cabelo. Tudo dói. Mas viajar ao lado de um ranhentinho (que deve ter espirrado umas 45 vezes e, cada vez que espirrava ria com seu amigo nerd, me lembrando Beavis e Butt-Head). Vou dizer que não é fácil. O moleque foi incontrolável e sabe a bebida dele? Café! A viagem inteira tomando café. Dá-lhe energia. As mãos batucando enquanto ouvia o ipod. As vezes as mãos rodopiavam no ar, como se fosse um baterista de uma banda de ranhentos famosa. 10 horas que percebi que minha paciência tá num nível bom, porque consegui me controlar e não agredir ninguém. Bom, mas chegamos no Brasil. O ranhentinho deve ter ido pra casa dele, ligado o computador, hackeado algum orkut de amigo, procurado comandinhos na internet pra ludibriar os amigos nos desafios no video game e por aí vai.

Na chegada, ele comenta com o amigo: - nossa, amanhã tem aula, que saco, mas vou passar o dia jogando videogame e falar pra minha mãe que não descansei da viagem...

E os dois dão risadas e vejo um ranhentinho indo e voltando da napa. Deus salve os ranhentos!


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

EUA 10 x 0 Alê Torres

Responda rápido:

Se você precisa fazer um pagamento no dia 3 e esse dia cai num domingo. O que você faz:

a) Espera até o dia 4, o primeiro dia útil após o domingo pra efetuar o pagamento.
b) Paga na sexta, 2 dias adiantado.
c) não paga nunca.
d) nenhuma das anteriores.

Se você respondeu A, porque é acostumado com a forma de pagamento no Brasil, a resposta está completamente errada. Pois é... e eu descobri isso hoje. Pagando minha moradia e com uma multinha, por atraso, salgada de 10% do valor total do aluguel. A próxima vez vou na resposta C e saio correndo desse país.

E o placar segue humilhante: EUA 10 x 0 Alê Torres.

domingo, 27 de julho de 2008

Bolo Surreal de Chocolate

Bom... Não precisa nem de história. Basta ver a minha primeira tentativa de tentar fazer um bolo. Receita de Dona Mara Esponja. Mesmo recebendo auxílio via nextel dela e da minha mãe, nenhuma das duas me falou que precisava esperar o bolo esfriar pra transferir da assadeira pro prato. Humpf! Fora que acho que não untei direito (até descobrir o que é untar foi uma briga violenta). Visualmente é uma obra surreal, mas juro que ficou uma delícia. O resultado é esse abaixo. O bolo mais bonito da história. Qualquer semelhança com outra coisa é mera coincidência!


quarta-feira, 23 de julho de 2008

O bolinho de chuva.

Bom, isso aconteceu ontem. Ganhei um livro de receitas de uma amiga, a Leila, e vi o Bolinho de Chuva. Amava quando minha mãe fritava e eu me entupia disso. E pelo livro vi que era tranquilo fazer. Mas, é lógico que mesmo sendo sossegado eu consigo complicar.

Saí do trabalho e resolvi ir direto ao supermercado comprar os ingredientes. E ir ao mercado é uma luta inenarrável, porque o verão tá infernal, com temperaturas sempre acima dos 37 graus e caminhar entre o carro, com ar condicionado no máximo, até a porta do supermercado, com certeza é suar 1 litro! Mas a vontade do bolinho era maior. Comprado os ingredientes, fui fazer a massa.

Vocês lembram algumas histórias atrás, quando eu disse que raramente chamo uma faxineira pra limpar e tal? Pois é. Ontem foi dia da senhora vir aqui em casa e deixar um brinco. Mas preciso sujar rápido né? Afinal: solteiro, recém-c0zinheiro e lesado, precisa decorar a casa com sujeira.

Bom voltando à massa. Um ovo aqui. Meia xícara de farinha ali. Leite acolá. E acompanhando a receita estava lá: 1 pitadinha de sal. Eu pensei: vou colocar um pouco mais que apenas uma pitadinha de sal pra ficar bem gostoso e salgadinho. E lá se foi uma colher de sopa de sal. A massa pronta e pimba, me lembro que o bolinho de chuva é doce e não salgado. Jesus amado. Mas iria compensar no açúcar... Certeza.

A frigideira estava suja, pois eu havia feito o almoço em casa, então precisei lavar a criança. Mas queria poupar o pano de prato na hora de enxugar e levei ao fogo, tomada por óleo. Minha cozinha é pequena. Minúscula pra dizer a verdade... De um lado é a pia do outro o fogão e a geladeira. Só cabe uma pessoa e magra. A geladeira fica na sequência do fogão e logo a parede. E era nesse ponto que eu estava. Na frente da geladeira. Para ir à sala, por exemplo, eu precisaria passar na frente do fogão. Mas o óleo começou a esquentar. Aquela maldita água que não sequei começou a pular. A pular é modo de dizer, começou mesmo a explodir. Era um festival de estouros, um reveillon em Copacabana, voando óleo e paciência pra tudo que é lado. Fiquei enclausurado por cerca de 3 minutos, fugindo do óleo voador. Não poderia sair dali, pois precisaria enfrentar o fogão com sua leva de óleo. A chão da cozinha já parecia um ringue de luta no gel. De vez enquando voava um pouco de óleo na mão, no braço. Puta que pariu como dói. Depois do óleo parar com a gracinha e desencanar de saltitar feito um sapo gay, consegui fazer os bolinhos.

Conclusão: Cozinha precisando de uma macumba urgente e comi apenas 2 bolinhos de chuva, porque o gosto ficou incrivelmente horrível! Foi o doce mais salgado que comi na minha vida!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Carteira de Habilitação, uma novela mexicana que vc só vê aqui, nesse blog!

Bom. Desde que cheguei, fui alertado pra tirar a carteira de motorista, porque aí eu ía criando um histórico de direção e o seguro poderia ficar mais barato. Mas pra que? Eu não tinha carro e nem pensava em ter. Me avisavam que aí eu teria um uma Identificação no Texas, coisa que ignorei. Com esse documento, não precisaria ir pras baladas de passaporte ou quando não tinha, não pagar o mico do cara olhar minha carteira de habilitação do Brasil e não entender nada, ou até mesmo ser barrado, porque o documento brasileiro é feito de papel e muito fácil de ser corinthianado.

Mas aí inventei de comprar um carro. Porém a teimosia continuava. Afinal eu tinha a carteira internacional de habilitação. Pra que tirar aqui?

O seguro ficou uma bica e ficaria mais barato se eu tivesse o documento aqui. Mas também não seria muito a diferença. Bora tirar então. Fui num lugar longe pra caraio buscar o livrinho de leis do trânsito aqui. Ô bichinho pra ter páginas. Um venezuelano deu a dica de um site, onde você fazia testes, assim como a prova teórica da joça. Já na primeira pergunta desisti. Não me lembro exatamente do que era, mas era mais ou menos assim: Qual o tamanho da letra, que é usada num cruzamento de vacas, numa estrada gramada, com uma grama artificial, com altura de 15 centímetros num verde-exército? Porra...

A solução foi continuar sem a habilitação aqui, só com a internacional e que Deus Salve a América. Confiava em algumas pessoas que não tem o documento gringo e se mantém sem problemas dirigindo com a internacional. E nunca tiveram problemas. Mas lógicamente que comigo seria diferente. Num sábado, que começou tudo errado, eu tinha um jogo de futebol, longe pra diabo e foi cancelado. É lógico que só fui descobrir quando cheguei lá. Tentaram me avisar, mas estava numa ligação e a pessoa deixou recado. Esqueci de pegar o recado e fudeu. Tempo perdido. Gasolina perdida. Bom... bora voltar pra casa então. Na rodovia, estou ao celular, aqui é permitido, mas quando vejo um carro de polícia parado no acostamento, me assustou, achando que me multaria por estar ao celular, o gambé percebe que tava devendo alguma coisa na praça e vem atrás de mim. Me senti num filme, daqueles filmado pela polícia. A vontade era ser o protagonista do filme... Acelerar e percorrer os EUA inteiro, com helicópteros me perseguindo. Eu aparecendo na CNN. Com aquela coragem animal. Depois me atirar de um precipício como Telma e Louise. Lógicamente que não sou insano assim e não tenho essa coragem. Foi só ver a sirene atrás que quase me borrei e parei rapidinho. Aí o tio lá fala alguma coisa no megafone, que é claro que entendi porra nenhuma. Depois fui descobrir que ele fala pra manter dentro do carro, com as duas mãos do volante. Ah tá... Quando parou o carro eu já tinha tirado as duas mãos faz tempo do volante. Já estava abrindo o porta-luvas pra pegar os documentos. Óia o perigo aí! Mas beleza! Me disse num inglês claro: Você foi parado por excesso de velocidade. Mentira! Eu não tava rápido, tava no limite e na pista do meio, com carros passando muito mais velozes na esquerda. O que eu acho que ele queria dizer era: Parei porque de longe vi que você é o Alexandre, não fala inglês, espanhol, corre atrás de bonde e principalmente, não tem habilitação. Me disse que minha carteira internacional não era válida, pois eu era residente aqui. Me deu uma multa, mas disse para eu ir na corte, e mostrar meus documentos para tentar me safar da multa. Logo na semana seguinte, fui `a corte. E depois de me perder por meia cidade (e olha que tenho gps), pegar uma fila salgada, a juiza me diz que tenho que esperar a multa chegar por correio. Puliça fia da puta, me enganou. Mais uma vez tempo e gasolina que vão pro saco. Ok. Vai ver que nem vai chegar essa multa afinal.

2 semanas depois, já nem lembrava mais da multa, checo a caixa de mensagens do meu prédio. 4 cartas. A primeira é um advogado falando que quer me defender. A segunda também. A terceira também. Porra, defender do que? E lá estava a última carta. Uma multa de 270 dólares. É impressionante como os advogados daqui são ratos! Não podem ver uma sujeira que já estão indo mergulhar! Eu tinha até a data X pra recorrer.

Mas como sou uma pessoa prudente, fui já no dia seguinte `a corte, mostrar os documentos e me livrar de pagar. Lógicamente que não era tão simples assim. Eu só não pagaria a multa se tirasse a carteira de motorista. A mardita me perseguiu. Queria porque queria entrar na minha carteira. Praga!

E claro que não tem perto da agência, um local pra tirar o documento. o mais perto ficava a 20 km. Dei uma estudada no livrinho, respondi umas questões daquele site e pronto. Lá fui eu. Acordei cedo e fui. Chego no local e estava com o sistema fora do ar e a previsão de retorno era só em 2 ou 3 dias. Eu precisava tirar urgente, pois a data limite para pagar estava correndo. Então resolvi ir pra outra locação, que ficava mais 2o km daquele ponto, 40 do trabalho. Chego lá, aguento uma fila rápida e a mulher da informação, olha e reolha meu passaporte. Levanta uma só sobrancelha. E me diz que tá faltando um formulário y. Pqp. Olhei o site que me dizia quais documentos precisaria. E achei que estava tudo em ordem. Fui embora puto. Louco. uns 15 kms depois, na estrada, resolvo dar uma checada nos documentos pedidos no site. E vi que o que eu tinha era necessário. Não precisava do formulário y e nem do z. Voltei lá. E mais uma vez a viadinha disse que precisava. Eu expliquei que o OU em português, significa alternativas. VOCÊ PRECISA DO FORMULÁRIO X OU DO Y. Achei que em inglês tinha o mesmo significado. Com essa aula de gramática, pedi com educação pra ela chamar o supervisor. Me aparece um oficial, fantasiado de xerife com cara de poucos amigos. Fudeu, eu pensei. Mas depois de olhar e checar o sujeito viu que eu tinha razão. A dona das informações me deu uma senha e lá fui eu esperar 1 hora pra ser atendido. Finalmente chamam meu número. Me encaminho até o guichê indicado. E adivinha o que a lambisgóia disse? "Você precisa do fuck formulário y. Saia da fila, providencia isso e volte. Próximo!"... Ei... próximo o cacete, Jesus. Falei as mesmas coisas que havia falado pra viadinha de informações, expliquei o significado do OU, disse que inclusive já havia conversado com o oficial do caraio... E lá foram mais 2o minutos pra gringa verificar. Tudo resolvido, exame de vista feito, bora fazer o exame prático.

BOMBA!! Precisava acertar 70% e eu acertei 65%, com uma questão certa a mais, passaria. Mas porra, uma das questões que errei era: Se você for parado pela polícia, e estiver embriagado, o que deve se proceder.
a) Multa de 5 mil dólares e prisão de 72 horas a 180 dias.
b) Apreensão do carro e da carteira de motorista.
c) Convidar o policial pra mais um trago, no bar mais próximo.

É lógico que acreditei na última opção. Me ferrei.

A solução foi estudar o maldito livro. 2 dias estudando e pronto. É agora! Acordei mais uma vez de madrugada e fui enfrentar a fila. Fiz! Passei! Agora é partir pro exame prático. Só que naquele dia não seria possível, pois eu já tinha perdido a manhã inteira pra fazer o teste. Aliás, virou uma festa do caqui. Em 1 semana , trabalhei apenas o período da tarde. Tudo pra tirar essa joça. No dia seguinte fui fazer a prova. Cheguei 8 da manhã, pra entrar na programação. Só tinha o horário entre as 10 e 11 horas. Um calor de 40 graus. A solução foi ficar dentro do carro com ar condicionado, vendo o ponteiro da gasosa cair. Fui pra fila de carros as 10 e só chegou a patroa as 11 no meu carro, aqui os testes são executados em seu próprio veículo. Teste da buzina OK. Do pisca alerta OK. Da seta direita OK. Da seta esquerda OK. O cartão de seguro do carro?? Eita. Procuro aqui, ali, mas na realidade nunca tinha visto o tal cartão. Eu sabia do telefone da seguradora, mas cartão? Fudeu. Fui expulso da fila, e a mulher pediu que eu voltasse com o cartão pra fazer o teste entre 2 e 3 horas. Fui pra casa num ódio só. 40 km dirigindo. Que porra de cartão é esse? Fucei em todos os meus papéis em casa e pronto, achei. Só que eu tinha que ir trabalhar né? Fui pro trabalho e inventei uma historinha, que o sistema de lá havia caído e blablabla... E que ía novamente a tarde. E novamente voltei lá. E adivinhem, o horário entre as 2 e 3 já estava preenchido. "Please, come back tomorrow". E lá fui eu voltando puto. Mas amanhã eu ia amanhecer no lugar. Dessa vez sai. E novamente 8 da manhã tô lá e só tinha horário entre as 10 e 11. Eu tinha um vôo marcado para as 13 horas. Imaginem a aflição. Mas dessa vez rolou. Finalmente consegui fazer o exame e incrívelmente passar de primeira. Cheguei ainda a dar uma passada pelo trabalho e quando me viram e perceberam que passei, aplaudiram de pé. Por 2 minutos. Bora viajar pro feriado mais sussa. Miami aí vou eu. Na volta eu vou na corte e mostro o documento provisório e me livro da multa. Voltei de Miami na segunda e a data limite era terça.

E daí? Nem lembrei! Fui lembrar na terça a noite! Vou ser preso! Uma amiga me ajudou e procurou na internet: além da multa de 270 eu pagaria 60 a mais pelo atraso. Fiquei feliz viu? Corri, peguei fila, perdi trabalho, suei, gastei gasolina, aturei nego mal-humorado, perdi dinheiro pra que? Pra não valer a nada?

No dia seguinte acordei quase de madrugada. Fui até a corte com o rabo entre as pernas. Preparado pra deixar o que seria uma próxima viagem, assinada num cheque, pra pagar a multa. Mas ufa. Paguei só 20 dólares pelo atraso! Só! Pelo menos agora terei a tão esperada carteira de habilitação americana! E como numa típica novela mexicana, o começo e meio são dramáticos, mas o final feliz!

O Coador

Alguém sabe como limpar um coador de macarrão? Impressionante, mas não consigo! Vou começar a coar com um pano, aí é só jogar na máquina e pronto, ou até mesmo jogar no lixo. Mas o coador cacete? Como lava?

A água passa por ele, o sabão da esponja não pega. Por Deus. Alguém sabe?